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Paulo V. W. Radtke
Propriedade intelectual e jogosImprimir
Escrito por Paulo Vinicius Wolski Radtke

Dúvida recorrente no meio, a proteção dos direitos sobre jogos é fundamental para uma empresa que faça comercialização e queira uma proteção mínima. Normalmente, quando se fala de propriedade intelectual, patentes, etc, logo se imagina algo terrível, contra o consumidor e por aí vai, então vamos tentar desmistificar um pouco isso, afinal, mesmo o Creative Commons (http://www.creativecommons.org) só pode existir legalmente graças ao direito autoral.

Existem basicamente quatro tipos diferentes de proteção à propriedade intelectual: direitos autorais, desenho industrial, patente e direito sobre marca comercial. Apesar dos quatro mecanismos de proteção servirem para coisas diferentes e terem regulamentações também diferentes, eles compartilham algumas propriedades semelhantes:

1. Proteção durante um período de tempo, condicionada a certos critérios.

2. Garantem o uso exclusivo durante o período de proteção.

3. A proteção cobre apenas ideias concretizadas. Não existe proteção para conceitos, devendo haver algo concreto, como um livro, formulação de processo, produto, imagem, etc.

4. São regulados por leis federais em cada país, com a possibilidade de acordos para extensão ou facilitação da proteção em outros países.

Sem rodeios, desenho industrial não protege jogos. Ele se aplica a formas de objetos, como ferramentas, móveis, veículos, etc. Não precisa de maiores explicações.

Proteção indireta

Um jogo não é protegido como patente. Patentes são utilizadas para invenções, processos, máquinas, melhoras de outras invenções, composição de materiais e outros. Uma invenção deve ser inovadora, isto é, inédita e não evidente para alguém do meio que ela abranja. Como se vê, não se aplica diretamente sobre jogos.

Uma confusão é causada pela patente associada a alguns softwares, como o formato MP3. O que é patenteado é o processo de decodificação do formato MP3, mas não o formato em si ou o programa que utiliza o processo. Um caso de patente envolvendo jogos é o sistema Kudos da série Project Gotham Racing. A patente explica o processo pelo qual o jogador é recompensado pela execução de manobras estilosas dentro de um certo limite de tempo. Isso não se aplica apenas a jogos, afinal, esse o sistema Kudos poderia ser usado por um programa de TV para avaliar corredores de Rally, por exemplo, algo nada a ver com jogos.

O que protege diretamente um jogo

A proteção primária para programas de computadores, incluindo jogos, é o direito autoral, seguindo as diretrizes da Convenção de Berna do direito de autor e do acordo TRIPS da OMC referente ao aspecto comercial. A proteção do direito autoral de programas no Brasil é de 50 anos, contados a partir de 1° de Janeiro do ano subseqüente ao seu lançamento. Passado esse período não prorrogável, ou após desistência voluntária, o programa passa a ser de domínio público. Ao contrário de obras literárias, programas de computadores são imateriais por definição, sendo conveniente um registro para provar a sua publicação. Tal registro não é obrigatório, mas ele existe para garantir o direito exclusivo de exploração dos autores em eventuais disputas. A segunda proteção que podemos aplicar a um jogo é relativo ao seu nome, a marca comercial.

O órgão federal responsável pelo registro de programas no Brasil é o INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial – http://www.inpi.gov.br. Tal registro é reconhecido internacionalmente em todos os países que fazem parte da OMC e seguem a convenção de Berna – praticamente em todos os países de interesse comercial de um jogo. O registro cobre tanto o programa em si como o seu título, que por identificar o programa como produto é considerado marca comercial, o que torna o registro atraente por dar duas garantias em um só requerimento.

A documentação necessária é dividida em dois grupos e descrita em maiores detalhes no site do próprio INPI. O primeiro grupo são os documentos formais do pedido do registro, o requerimento propriamente dito e anexos relacionados. No requerimento chama a atenção a distinção entre autores e detentor dos direitos patrimoniais. O primeiro é quem fez o programa (pode ser mais de um autor), mas o segundo indica quem é o responsável pelo exercício dos direitos (o empregador do programador, por exemplo). Salvo especificado o contrário, todos autores têm direitos, mas apenas uma pessoa é representante legal – o que existe para facilitar negociações e representação. Litígios entre autores pelo uso indevido por um deles ou pelo representante legal são resolvidos à parte.

O segundo grupo de documento são os documentos técnicos, que serão utilizados em caso de disputa pela autoria do programa. Não é obrigatório o registro completo do código fonte, manuais, arte conceitual e outros, porém é necessário o registro de partes significativas que sejam capazes de demonstrar a autoria do mesmo. O volume varia de acordo com o projeto e influi no custo final do registro. Esta documentação pode ser mantida em sigilo por opção do autor no momento do requerimento.

O registro pode ser feito mesmo por pessoas físicas, e o direito de uso pode ser transferido posteriormente ou cedido em termos de contrato (como um cantor vendendo os direitos de uma música para uma gravadora). O prazo indicado pelo INPI para o processamento do pedido é rápido, 90 dias após o recebimento da documentação. O custo varia de acordo com a quantidade de documentos enviados e de quem registra. Pessoas físicas, micro-empresas, instituições de ensino e organizações sem fins lucrativos podem ter desconto de até 60% do valor que uma pessoa jurídica paga. O valor mínimo para o registro é de R$500,00 (pessoa jurídica) para um programa com 35 folhas de documentação técnica (5 envelopes contendo 7 folhas cada), podendo ser utilizado frente e verso, além de redução e outras técnicas para melhor usar o espaço, desde que os documentos sejam legíveis a olho nu.

Além do site, o INPI possui representação em diversas cidades, aonde além de se obter os formulários, manuais e envelopes apropriados, pode-se esclarecer maiores dúvidas sobre o processo e da documentação necessária. Vale notar que os formulários e manuais são disponíveis sem custo no site.

Então, vale a pena?

O processo é barato para um jogo comercial, mas certamente é caro para um jogo com potencial de venda baixa ou freeware. Nestes casos é melhor manter em sigilo e, no caso de disputas, usar o seu código fonte e a ausência de evidências do desenvolvimento por parte de terceiros para resolver a questão. No caso de não se registrar um freeware, ainda é possível abrir publicamente seu código em sites como o SourceFourge ou Google Code, já que o envio do projeto é datado por versão.

Caso você vá vender o jogo de alguma forma e o custo do registro seja irrelevante frente ao retorno potencial, é imprescindível fazê-lo, já que ele permite o registro em escopo internacional, a um custo relativamente baixo, tanto do programa como da marca comercial associada, o que lhe dá uma segurança maior na hora de negociar com uma distribuidora.


Comentários (50)
  • Pedro  - Valor?
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    E quanto custa fazer o registro de um jogo? :?:

  • Paulo Vinicius Wolski Radtke  - Depende ...
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    Depende da quantidade de código registrada e de quem registra. O mais barato (menos folhas com código registrado), de acordo com http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/programa/pasta_custos, custa R$500,00 e tem valor reduzido para alguns casos especiais (micro e pequenas empresas, por exemplo) a R$200,00. Mas vale pequenos macetes, como imprimir com fonte tamanho 8, em duas colunas e frente-e-verso para maximizar o quanto entra em código numa folha, Claro, além de registrar só o que interessa, não precisa registrar tudo.

  • Derik  - Jogo de plataforma
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    Olá, Paulo. Queria fazer um registro de jogo do tipo plataforma, que seria comercializado para Android e IOS. Entrei no INPI, tem a "tabela de classificação", só achei com o nome de "ET02-Jogos Anim - Jogos Animados ("arcade games";)", serie esse o correto?

  • Pedro  - Valor?
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    Mas só para empresas?

  • Paulo Vinicius Wolski Radtke  - Vale Pessoa Física
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    Você pode registrar como pessoa física também, encaixando no caso do desconto para entidades de pequeno porte.

  • Almir Rogerio
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    Bom dia. Quero montar um jogo mais ainda nao tenho o programa certo posso pedir a patente faltando isso?

  • Pedro
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    200 reais é barato... :cheer: Vale a pena.

  • Jayme Soyza  - Sobre outras espécies de jogos
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    Olá Paulo. O foco do artigo foi quanto a jogos de computador. E sobre outros tipos de jogos, como o de tabuleiro. Você sabe como funciona?

  • Paulo Vinicius Wolski Radtke  - Patente
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    Não é exatamente um assunto que eu tenha estudado a fundo, mas até onde eu me lembre, jogos de tabuleiro são protegidos em diversas formas, mas a principal é uma patente que descreve o processo do jogo, suas regras.

    Além da proteção da patente, tem a proteção de marca do nome e a redação do manual, que conta como a proteção de direito autoral (livro), exatamente como um jogo. Se o tabuleiro for desenhado com ilustrações, os desenhos são protegidos como marcas visuais.

    Pesquise um pouco no site do INPI para ver os detalhes, mas a princípio posso te indicar estes métodos de proteção.

    Aliás, essa lambança é o que permite que a Estrela ainda venda o Detetive e a Hasbro venda o Clue, mesmo que eles sejam o mesmo jogo. Isso aconteceu porque a patente do jogo expirou e a licença de exclusividade da Estrela foi-se com ela. Assim a Hasbro pode entrar com o produto no mercado. Mas como a tradução era da Estrela, a Hasbro não poderia vender como Detetive o jogo.

  • Jayme Souza  - Obrigado!
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    Obrigado pelas informações, Paulo!

  • Felipe Guimarães  - duvidas
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    Paulo.
    Desde ja agradeço as informaçoes no seu artigo, porem tenho outras duvidas:
    1-é ilegal utilizar uma copia inteira ou parcialmente modificada de 1 jogo multiplayer online ja existente e pedir doaçoes aos jogadores ou cobra-los pelo serviço de manutençao do servidor(alugado)?
    2-uma pessoa comum pode negociar uma parceria ou unir-se a uma empresa com o objetivo de expandir os serviços(manter outro(s) servidor(es)).
    3-vontade de ter 1 jogo online sem fins lucrativos eu tenho, mas, receber dinheiro que permita que me dedique unicamente a isso é perfeito, se dinheiro n me faltasse(o que n é o caso), voce poderia me orientar quanto a viabilidade legal de ambos os casos?

  • Bruno Crivelari Sanches
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    Não sou expert no assunto, mas de alguns itens eu sei:

    1 - Se o jogo é pago e você modificou ele, isso não lhe da o direito de revender ele. No muito, alguns jogos permitem que você revenda a modificação que você fez, mas quem comprar vai precisar comprar o jogo original também. Cobrar pelo uso do servidor, acredito que não seja problema.

    2 - Complicado devido a nossa legislação. Você para receber pagamentos como pessoa física tem que ser funcionário ou empresa. Existe a possibilidade de autônomo, mas nem todas empresas podem emitir pagamento para estes, o ideal nesse caso é consultar a empresa e um contador.

  • Felipe Guimarães  - Obrigado
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    Paulo e Bruno.
    Eu ja tinha lido seu artigo Bruno e pensei que a pergunta poderia sair do contexto do assunto, entao resolvi postar a pergunta aqui, só tenho a agradecer ao Paulo pelas informaçoes uteis que me forceu gratuitamente e a voce Bruno pela prontidao na resposta.
    Adimiro a iniciativa de voces, um abraço!

  • Vinícius Godoy de Mendonça
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    Note que quando o Bruno diz "cobrar pelo uso do servidor, acredito que não seja problema." ele se refere a jogos que te forneçam o servidor (como o CS).

    Obter um servidor "private", como do WOW, não é legal, nem mesmo se você disponibilizar de graça o game.

    O princípio é simples: Você jamais pode se utilizar de uma propriedade intelectual alheia, a menos que essa pessoa te autorize, e que você siga as condições que essa pessoa exigir, cobre você ou não.

    Pense um pouco. Se você fosse a blizzard, depois de investir milhões na construção de um game, ia gostar que alguém se apropriasse gratuitamente do seu servidor, e se tornasse um concorrente, usando seu próprio trabalho?

    O fato do servidor pirata não cobrar nada é até pior para quem faz o software legal. O private só pode não cobrar pois praticamente não teve que investir no jogo. E ele forçará o preço do original a cair para quase zero também, o que pode comprometer todo o investimento.

  • Leonardo
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    Pessoal, uma dúvida:

    Caso você crie um jogo original, com enredo, etc. para Android e lance-o no Market (para venda), isso não lhe garante nenhum tipo de direito autoral? Mesmo assim outras pessoas podem registrar o personagem e você perder sua criação?

  • Paulo
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    Qualquer forma de divulgar publicamente o seu trabalho conta como publicação da sua ideia. Agora, isso garante direitos legais, caso alguém copie, cabe ao detentor dos direitos brigar pelo pagamento do uso indevido da sua criação. Não existe "registro" de personagem, existe registro de marca comercial, o que é outra coisa.

  • Wilson  - Venda de propriedade Intelectual nos jogos
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    Uma pergunta:

    A EULA de um jogo ( no caso world of warcraft ) que é o contrato de licensa para o usuário final diz que eu não posso comercializar coisas que envolvam o jogo por dinheiro real no Brasil.

    No caso, eu vendo meu conhecimento sobre o jogo ( o que fazer, como fazer, porque fazer ) e eu queria poder anunciar isso sem medo de ter minha conta banida no jogo pelo simples fato de que eles não permitem que eu venda O MEU conhecimento sobre o jogo.

    Existe alguma coisa que eu possa fazer sobre isso ?

    Obrigado.

  • Carlos
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    Paulo fiquei sabendo que se fazer sátiras de coisas já existente estamos protegidos pela lei. Eu gostaria de saber até quando é uma sátira e quando passa disso... Por exemplo usar os personagens reais, mas em um contexto de piadas seria considerado ilegal? Ou teria de satiriza absolutamente tudo desda musica até o nome dos personagens como ao invez de Harry Potter por exemplo chama-lo de Mauri Potter, as musicas serem parecidas, mas não a oficial e o nome do jogo ser satirizado tb como por exemplo Mauri Potter e a dancinha na boca da garrafa.

    :woohoo: seria muito legal saber disso, pois colocamos jogos que já possui um certo marketing no mercado e chama a atenção por sua comédia. Sabe alguma coisa sobre isso?

  • Paulo Vinicius Wolski Radtke
    avatar

    Oi Carlos, desconheço essa proteção legal de sátiras, se possível, gostaria que você me indicasse a fonte. Pela lei do direito autoral, que protege a ideia, se você simplesmente mudar o nome dos personagens e recontar as mesmas situações, você vai ter feito um plágio. Provavelmente existe um entendimento de que você possa fazer piada em cima de algumas situações, mas sem que as situações sejam o total do seu roteiro. Mas aí estou arriscando no bom senso, não conheço detalhes legais específicos a sátiras.

  • Carlos
    avatar

    Bem minha 1 fonte foi a unidev dos integrantes de lá depois pequisei e achei na Wikipedia da por fim dei mais uma pesquisa da e achei por toda web por isso queria a confirmação de vocês. Segue abaixo os textos e fontes:

    http://www.rodrigomoraes.adv.br/artigos.php?cod_pub=70
    Os direitos morais do autor: repersonalizando o Direito Autoral”, explico que paródia é uma imitação cômica, humorística. Para o Direito Autoral, paródia traduz a ideia de humor, sátira. É permitida, conforme dispõe o mencionado art. 47. Ela satiriza pessoas ou fatos. O programa humorístico Casseta & Planeta, por exemplo, utiliza bastante esse recurso da imitação burlesca. É de sua essência o fim satírico ou jocoso, que provoca o riso. A deformação existente na paródia, em regra, não consiste em violação ao direito moral à integridade. Em outras palavras, a paródia consiste num limite ao exercício da prerrogativa extrapatrimonial de respeito à obra. O parodista não precisa, pois, pedir prévia e expressa autorização do autor da obra parodiada.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Paródia
    Segundo a lei brasileira sobre direitos autorais, lei /98 Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.

    Ultima e melhor fonte :
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm
    Art. 47. São livres as paráfrases e paródias que não forem verdadeiras reproduções da obra originária nem lhe implicarem descrédito.

  • Paulo Vinicius Wolski Radtke
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    Oi Carlos, interessante essa peculiaridade do direito autoral na legislação Brasileira, obrigado pelo link. Pelo menos o bom senso está certo, a paródia não pode ser uma cópia fiel do original. Apesar de deixar espaço para interpretações jurídicas, é razoavelmente clara a lei. Quanto a você estar protegido pela lei, você quer dizer contra processos do detentor do direito autoral original, certo? A proteção existe, mas dificilmente um plebeu conseguiria enfrentar na justiça a Warner ou outra produtora se eles realmente levassem a coisa as últimas instâncias.

  • Carlos
    avatar

    :( muito chato isso, pior que você tem razão

  • Nelson Teixeira  - Patente de Jogos
    avatar

    Boa tarde Paulo, gostaria de confirmar com vc se é verdade que para assegurar os direitos sobre um jogo de tabuleiro ou de cards, é necessário registrar no INPI o desenho das peças, na Biblioteca Nacional o jogo como um todo e em um cartório as regras, ou seja, tres tipos de registro? Se existe algum forum ou encontro estadual ou nacional que reuna criadores de jogos no país? Um abraço e obrigado pela atenção.

  • anonimo  - dúvida
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    eu tenho um jogo pronto e mas ele não é em html(código fonte,"internet";)então nesse caso como assim eu enviaria o código fonte?
    enviaria todos os códigos de todas as roons,e de todas as coisas que ficam dentro delas?

  • Simone  - Licença Jogos
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    Olá! Poderiam me indicar alguma fonte onde possa encontrar informações jurídicas sobre licenças de jogos, principalmente no que diz respeito a parcerias entre produtores e distribuidores, bem como venda de produtos dentro dos jogos, merchandising, etc?
    Grata!
    Simone Nunes
    Produtora Cultural

  • Dom  - re: Licença Jogos
    avatar

    Paulo Vinicius, Acabei de criar um jogo de tabuleiro, "parecido" com tantos outros, em um determinado programa. No entanto, este jogo é um jogo para cristão, pois vai interagir com a bíblia. Eel poderá ser impresso em uma lona, por exemplo, e assim interagir todos os jogadores. Está tudo pronto! Este tipo de jogo é registrado pelo nome dado a ele ou pela sua dinâmica?

  • alan augusto  - já tem o nome
    avatar

    como eu faço se alguem ja tiver o nome registrado?

  • Anônimo
    avatar

    muda o nome ou negocia com o dono do nome o uso...

  • Ric  - Registro de personagens
    avatar

    Olá, o órgão responsável pelo registro de obras artísticas (livros; personagens, animações etc), é a Biblioteca Nacional, que fica no Rio de Janeiro.

    Apos pagar e enviar os documentos, vc receberá o nº do registro do seu personagem.

    Fui.

  • Wilgberto  - Registro de jogo de playstation
    avatar

    Prezado,
    bom dia.
    Podem me informar como faço para registrar os direitos autorais de um jogo de playstation?
    E se os jogos de playstation são protegidos pela lei de software (Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998).
    Muito obrigado.

  • Marco Aurélio Cândido Rocha  - Um novo esporte
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    Olá Paulo.

    Em 2007 criei um novo esporte, o Tapembol, que acontece em uma quadra poliesportiva, onde um goleiro e mais 5 jogadores tocam a bola entre si, com "tapas" na bola, sem segurar, sendo um ou dois por vez, com o objetivo de fazer o gol.

    Jà possuo a marca registrada pelo INPI, processo que demorou 3 anos.

    Como faço para proteger a pedagogia do jogo, as regras, a forma de jogar e a criação em si?

    Obrigado pela atenção.

  • Rodrigo  - Pequena errata
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    Bom texto, mas gostaria de adicionar uma pequena observação.

    Quando você fala em registro reconhecido internacionalmente, seria bom explicar que isso não é automático. Explico: O registro concedido aqui vale como documento de prioridade para os registros em outros países. No caso de invenções cobertas por patentes, esse direito de prioridade dura 12 meses, no caso das marcas, 6.

    Durante este período, o titular poderá depositar pedidos nos outros países e a data de proocolo será considerada como a do pedido brasileiro, não perdendo a novidade, no caso das patentes e, no caso da marca, utilizando para configuração de anterioridade a data do primeiro depósito em um dos países da União da Convenção de Paris (Berna é para direitos autorais e as disposições do TRIPS/OMC complementam a CUP).

    ;)

  • Anônimo  - Sobre direitos de Personagens
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    Olá! Finalmente achei um lugar que pode tirar minhas dúvidas.

    Eu já tenho um jogo disponível na google play store e o jogo tem uma jogabilidade muito diferente de muitos jogos, porém uso Sprites de um jogo famoso, sprites esses que estão em baixa resolução.

    O nome do meu jogo não possui o nome da marca famosa e nem dentro do jogo possui nomes de nenhum personagem.

    Qual risco que eu corro?
    Link do meu jogo: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.WindbeastGames.DigiT amagotchi

  • Ordeniz Domingos Pires  - Direito Autoral de um jogo
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    Boa Tarde Sr. Paulo.
    Meu nome é Ordeniz , por gentileza gostaria de saber o seguinte:
    Criei um jogo onde o apostador preenche o volante/cartão e o resultado será através de sorteio ou poderá ser em cartela já impressa e o resultado também através de sorteio.
    Por gentileza, eu posso ter Direito Autoral deste novo jogo?, se sim, por onde começo, se não, o que devo fazer para proteger a comercialização deste jogo por outras pessoas.
    Certo de vossa habitual atenção para com todos, aguardo retorno.
    Um Abraço
    Ordeniz

  • jachson vitorino  - me ajude!
    avatar

    Meu caro Paulo, o INPI é um orgão excelente ao meu ver, mas me deparo com isso:
    "Se for pessoa física, deve possuir documento comprobatório de órgão fiscalizador da atividade (registro em Conselhos, Prefeituras, autonomia do INSS para tal atividade, etc.), ou outro que comprove o seu exercício lícito e efetivo."
    No meu caso tenho um grupo que joga on_line e gostaria de registrar nossa marca, pois temos até canal no youtube. sou o criador e "Design" da logo, mas com essa resposta deles como posso agir, sendo que não tenho documento que comprove nossa existência a não ser nosso grupo no face e o canal?
    Se você puder me ajudar me envie um e_mail por favor.
    Agradecido.

  • Danilo  - Uso de jogos
    avatar

    Gostaria de saber como proceder para utilizar e referenciar um jogo eletrônico na construção de um modelo pra fins didáticos

  • Silvania Maria RAmos Mendes  - Associação de Desenvolvedores de Games.
    avatar

    Boa tarde.
    Paz e bem.

    Existe no Brasil alguma Associação Ou Grupo de Desenvolvedores de Games? :huh:
    Gostei do site, bem informativo.

    Abraços.

  • Talles
    avatar

    Como faço pra obter os direitos autorais de um jogo de cartas, que usa um baralho convencional de 52 cartas?

  • MARKUS  - patente - jogos
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    Gostaria de criar um jogo e comercializa-lo, pagando direitos autorais a marca. Se trataria de um jogo sobre a marca YU-GI-OH. gostaria de saber se tenho como fazer uma vez q eu pague os direitos, e se preciso de liberacao da detentora do direito.

  • Max
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    E em caso do jogo de tabuleiro e alguém fazer uma versão em software. Os direitos autorais continuam existindo para versão digital?

  • Ricardo  - Álbum virtual
    avatar

    Gostaria de criar um álbum virtual, como posso fazer para registrá-lo?

  • Willian  - Estou criando um jogo de tabuleiro tenho dúvidas
    avatar

    Oi , tudo bem?
    Estou criando um jogo de tabuleiro direcionado ao púbico adulto, nada pejorativo, apenas para pessoas mais velhas da faixa dos 30 anos para cima.
    Será de perguntas , mas diferente dos demais, posso usar
    de livros autorais ou mesmo de imagens gráficas retrôs eu devo pagar direitos autorais aos mesmos?
    Eu sou designer gráfico e vou eu mesmo desenvolver as artes e procurar uma gráfica para imprimí -los.
    A dúvida é se posso usar alguns desenhos.
    Caso eu não posso fazer o jogo, farei uma exposição ao público aberto, eu consigo usar estes materiais antigos para visitação ou tenho que pagar algum direito autoral para expor?
    Fico no aguardo , muito obrigado
    Att
    Willian

  • lilian  - patentes
    avatar

    Jogos de tabuleiro podem ser patenteados, Paulo. Até onde eu eu sei jogos nao podem ser patenteados ....

  • Samir zarhawi  - Muito obrigado
    avatar

    Cara você me ajudou muito! Estava com essa dúvida aí e você esclareceu demais! Muito obrigado

  • andrey  - jogos.
    avatar

    olá, eu queria criar um jogo ao estilo cafe mania, mini fazenda, e vou usar marcas de carros oficiais, será que vou ser processado?

  • Vinicius Voltolini
    avatar

    Boa tarde, Paulo.
    Estava pesquisando na internet e acabei parando aqui..rs
    Li alguns artigos sobre registros de jogos, mas sao bem complexos.
    Queria ver se voce consegue me dar umas dicas.
    Já tenho uma obra literária registrada na BN, porém minha dúvida é em relaçao a jogos.
    Tenho um jogo de cartas criado ha uns 10 anos, todo mundo que jogou parabenizou a ideia, porém, ele é baseado em um anime japones, ou seja, existe uma proteçao autoral por parte do criador do anime.
    O que seria correto fazer? Fazer o registro do jogo, e onde? E depois negociar com o representante da marca/anime aqui no Brasil? Ou vice versa?
    No mais agradeço a atençao. Abraços

  • Helio Lima  - Comercialização de jogos
    avatar

    Olá, bom dia!

    Criei alguns jogos de cartas e dominó para jogar de forma digital. Já estão todos registrados porém não sei como fazer para comercializá-los. Gostaria de uma orientação. Quem e onde devo procurar?

    Obrigado

  • Anônimo  - re:
    avatar
    Almir Rogerio Escreveu:
    Bom dia. Quero montar um jogo mais ainda nao tenho o programa certo posso pedir a patente faltando isso?
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