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De maneira geral, os jogos se dividem em duas grandes categorias. Cada uma delas tem um tipo de jogador e é patrocinada por diferentes tipos de estúdios. Nesse artigo, vamos entender as principais diferenças dessas categorias, já que elas irão definir os rumos do desenvolvimento.
Jogos casuais
Os jogos casuais possuem uma curva de aprendizado mínima, portanto, não é necessário destreza ou um grande conhecimento prévio para jogá-los. Podem ser jogados descompromissadamente, ou seja, numa curta sessão de jogo que onde normalmente não é necessário nem mesmo usar a função de salvar. Jogos casuais existem aos montes e povoam páginas de jogos pelo mundo inteiro. Títulos famosos do gênero são: Bejeweled, da Popcap, Tetris e Arkanoid.
Muitos jogos já conhecidos, como o xadrez, jogos de cartas, e jogos de esportes também são considerados casuais. Embora tenham regras mais complexas do que era de se esperar para títulos desse tipo, assume-se como casual jogos clássicos, ou vindos de tabuleiro, que tenham regras conhecidas de toda a população. Categorizar jogos conhecidos é um tanto controverso. Certos jogos, como Fifa Soccer, já exigem grande destreza do jogador, ficando muito aquém do gênero casual.
O público dos jogos casuais é gigantesco, entretanto, não está disposto a gastar muito dinheiro para se divertir. Poucas produtoras de jogos casuais financiam algum título. Geralmente, títulos são financiados por empresas, como forma de propaganda de seus produtos ou serviços, os Advertisement Games ou simplesmente Advergames. As grandes produtoras geralmente são menos criteriosas e compram os jogos de programadores freelancers que estejam interessados em vendê-los.
Desenvolver um jogo casual é uma tarefa tecnicamente simples. Os projetos geralmente são de curta duração, sendo muito deles projetos pessoais. Já um título renomado entre os jogos casuais, como era de se esperar, é muito difícil de obter.
Dica: O GamaSutra lançou em outubro de 2007 dois excelentes artigos totalmente dedicados aos jogos casuais. Você pode conferi-los clicando aqui e aqui (textos em inglês).
Hardcore
Grandes títulos, também conhecidos como Killer Games, triplos A, ou jogos Hardcore, são jogos de grande orçamento, presentes no mercado. Possuem jogadores mais dedicados, dispostos a estudar regras, treinar a sua agilidade e investir em acessórios para tornar sua sessão de jogo mais atrativa.
Jogos hardcore procuram maximizar a imersão. Ou seja, o jogador deve se sentir, ao máximo possível, fazendo parte do jogo. Um jogo com muita imersão permite ao jogador desligar-se de problemas do dia-a-dia, incluindo os mais rotineiros como comer, dormir ou mesmo ir ao banheiro.
O mercado de jogadores hardcore é muito menor que o de casuais, entretanto, existem estúdios dispostos a investir muito dinheiro na produção de jogos desse tipo. São projetos grandes, formados por equipes multidisciplinares, muito organizadas e de grande conhecimento técnico.
Abrir uma nova indústria nesse mercado tem se tornado cada vez mais difícil, uma vez que o investimento para a construção desse tipo de jogo torna-se cada vez maior. Não é incomum projetos utilizarem tecnologia de ponta, durarem mais de um ano e contarem com dezenas de profissionais e testadores.
Entretanto, são esses jogos que também possuem os maiores faturamentos da indústria, especialmente, nos jogos onde diversos jogadores podem se divertir simultaneamente, através de uma rede de computadores. O mercado tem se tornado tão atrativo que até mesmo estúdios de cinema tem se envolvido diretamente com a produção de grandes títulos, dos mais diversos estilos.
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09/12/2009 10:43:12 | Vinícius Godoy de Mendonça

Ótimo comentário. Na verdade, foi o que ressaltei, ao dizer que o mercado casual é maior, porém, é no mercado hardcore que se encontra os maiores faturamentos da indústria.
Você pode acaso tem algum link para os números desses dois mercados? Geralmente, só encontro para o hardcore.
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15/12/2009 06:35:31 |200.186.180.xxx| Luiz Carlos Cavalcanti - re: Tamanho do Mercado

Boa noite Paulo,
Vou tomar a liberdade de discordar de seu comentario em alguns pontos.
O primeiro dele, é sobre o suposto menor interesse por jogadores casuais em comprar jogos. Não encontrei dados para apoiar nenhuma teoria sobre o poder e vontade de compra desses jogadores, mas o que tenho acompanhado nessa geração tão atípica que estamos tendo, é que jogos casuais sao capazes de vender muito bem, desde que tenham o conteudo e marketing correto. Sabemos que jogadores casuais nao se informam sobre os futuros lançamentos, e por isso, os jogos devem chegar até eles. O efeito disso pode ser vistos nos jogos casuais first party do Wii, que tem divulgacao maciça em mídias não-gamers.
Sobre a estagnação do Wii, acho que nao é bem assim. As vendas de hardware da nintendo tem sofrido bastante com a falta de bons lançamentos, é verdade, mas o corte de preço já colocou tudo no mesmo lugar de antes, e as vendas da semana de açao de graças mostram (ou ao menos indicam) isso.
E só pra colocar um pouquinho de lenha na fogueira: O nosso trabalho para desenvolver jogos é bastante sério e complexo, mas videogames continuam sendo brinquedos
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14/12/2009 20:08:32 |189.26.183.xxx| Luiz Carlos Cavalcanti - re: re: Tamanho do Mercado

e perdoem a falta de acentos... problemas tecnicos

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17/12/2009 12:36:05 |201.86.54.xxx| Anônimo - re: re: Tamanho do Mercado

Completando o pedaço que ficou cortado:
Luiz Carlos Cavalcanti Escreveu:
E só pra colocar um pouquinho de lenha na fogueira: O nosso trabalho para desenvolver jogos é bastante sério e complexo, mas videogames continuam sendo brinquedos
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16/02/2011 01:19:56 |189.32.39.xxx| Tobias Cavichioli

@Luiz Carlos Cavalcanti
Sei que sou um mero gamer que recém ingressei no curso de jogos digitais. Mas sempre fui um aficionado pela trajetória dos consoles caseiros e do mundo game em geral. E eu acho que essa idéia de que video game = brinquedo, "deixou" de ser verdade a muito tempo. A partir do momento que os jogos passaram a tratar as coisas com uma trama cinematográfica: Roteiros elaborados, personagens com personalidades mais profundas e não mais um mero boneco com o simples objetivo de chegar ao fim da fase, um novo patamar foi alcançado e buscou novos grupos de mercado.
Pegue por exemplo: Heavy Rain, nenhuma criança vai querer jogar ... por ser um jogo que trabalha uma trama psicológica, sem ação quase nenhuma, que faz com que o jogador adentre a história em busca de respostas como em um filme... Ou pode pegar por exemplo os RPGs da Bioware, no qual suas decisões ditam desde seu rumo até em que relacionamento amoroso você vai entrar. Jogos são muito mais que meros brinquedos... Sim, é uma forma de entretenimento, mas hoje em dia já é arte! É como um filme, tem seus gêneros sérios (como Heavy Rain, Amnesia, Mass Effect, StarCraft e etc...) e seus voltados para as crianças (Mario, Sonic, Street Fighter e etc...). Programamos arte! =)
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16/02/2011 07:24:30 | Vinícius Godoy de Mendonça

O que ele quis dizer com isso, ao meu ver, é que video-games ainda continuam sendo um acessório única e exclusivamente para entretenimnto. Um brinquedo, mesmo que para adultos.
Mas concordo com você. Hoje temos muitos jogos, boa parte deles tão artísticos, que simplesmente chama-los de brinquedos seria, no mínimo, uma simplificação.
E é bom lembrar que não existem só jogos para entretenimentos. Jogos estão presentes na educação, na publicidade, em empresas de treinamento, etc.
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05/12/2011 19:16:10 |189.25.52.xxx| Lucas - ...

Eu acho que te conheço de algum lugar, acho que vou você que me ajudou em alguma coisa de JAVA
Vinicius você sabe programar JAVa e talz?
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05/12/2011 19:53:57 | Vinícius Godoy de Mendonça

Sim, inclusive moderador do GUJ. Lá você deve me conhecer pelo nick ViniGodoy.
Não é à toa que quase todos os tutoriais de Java do site são de minha autoria.












Vou dar um pitaco aqui, até por ser um ponto importante. O jeito certo de dizer, ao meu ver, é que o mercado casual é potencialmente muito maior que o mercado hardcore. Mas efetivamente, o mercado casual não supera o volume do mercado hardcore, já que não há um "comprometimento" do jogador casual como no caso do hardcore.
O maior exemplo é o Wii com dois fatos notáveis. O mais bestificante é que, mesmo com três vezes mais consoles vendidos que o PS3 ou XBox 360, cada uma dessas duas plataformas sozinhas rendem a produtoras como EA ou Activision mais que o Wii. Ou seja, as pessoas compram o Wii como um brinquedo, seja para jogar Wii Sports ou Wii Fit, não para comprar jogos.
Outra, a recente estagnação que o Wii encontrou não foi resolvida nem com um corte de preço. O fato é que o mercado potencial do Wii foi atingido, ao passo que os 150 milhões de PS2 vendidos indicam que há grandes chances que tanto Microsoft e Sony ultrapassem o Wii ainda nesta geração. Aliás, no Japão o PS3 já começa a passar o Wii.
Não acredito que vá ocorrer uma "casualização" do mercado, justamente pelo fato do jogador casual não ser um motor que empurre o mercado adiante, já que a maioria esmagadora de jogadores casuais joga em computador na web, em jogos Flash e congêneres.